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19 de julho de 2010

Lua Vermelha.


Capitulo 9

"A vida é cheia de surpresas,
e quando nós menos esperamos
uma tempestade cai sobre nossas cabeças,
trazendo consigo uma chuva de coisas boas que vem depois..."


Surpresa

Narraçao original Isabell

A conversa que eu tinha tido com meu pai na noite anterior, foi um pouco estranha.
Tudo que eu imaginava sobre como ele ia reagir quando soubesse de toda a verdade, e de todos os meus sentimentos, acontecera tudo ao contrario.
Acordei na manha seguinte um pouco assustada, por ter tido um pesadelo a noite.
levantei-me da cama e fui direto para o banheiro, lavei meu rosto, olhei-me no espelho e vi que ainda estava usando a roupa que Symon me emprestou, nao me dei o trabalho de trocar, sai do meu quarto e fui direto para sala.
-Bom-dia! - disse Alice sorrindo ao me ver.
-Bom-dia Alice - falei sorrindo me sentando ao lado dela no sofá.
-Nao vai tomar café da manha? - perguntou Rosalie.
-Nao estou com fome - disse.
-Ah, Esme fez bolo de chocolate pra voce - disse Rosalie.
Dava pra ver que todos eles estavam tentando me animar, mais todo esforço era em vao, eu nao queria deixar Esme desapontada, entao levantei do sofá e fui ate a cozinha.
-Bom-dia Esme - falei.
Ela sorriu pra mim.
-Bom-dia querida. Como esta se sentindo? - ela perguntou.
-Estou bem - disse pegando um pedaço de bolo.
-Que bom - ela disse ainda sorrindo.
Esme era sempre muito atenciosa com todos nós, mesmo ate quando nao mereciamos.
Depois de um tempo sem dizer nada, percebi que meus pais, Emmet, Jasper, Edward e Bella, nao estavam em casa.Resolvi perguntar.
-Onde estao os outros? e meus pais? - perguntei.
-Seus pais foram pra cabana, e os outros foram caçar, e por falar nisso - ela hesitou - Alice, Rose e eu vamos também.
-Mais....
Era estranho eles nunca saiam todos juntos pra isso, estava acontecendo alguma coisa que nao queriam me contar.
-Isabell, Isabell, Isabell ! - disse Alice entrando na cozinha sorrindo.
-O que foi Alice? - perguntei sem entender o motivo de tanta alegria.
-Isabell quero te mostrar uma coisa - disse ela ainda sorrindo.
-O que voce...
-Nao fala nada e venha comigo, voce e sua mae sao iguaizinhas nesse ponto - murmurou indo pra sala.
Eu respirei fundo, levantei-me da cadeira e fui pra sala também.
Pra mim nao importava muito o que Alice estava aprontando naquela hora.
Cheguei na sala e ela estava vazia, nao havia ninguem la.
Olhei ao redor pra ver, se elas estavam por perto, mais nao, voltei pra cozinha, Esme também tinha ido.
"Elas devem ter ido caçar" pensei.
Mais entao se elas foram caçar; Porque Alice tinha tido que tinha que me mostrar uma coisa?
Aquilo era muito estranho.
Olhei mais uma vez ao redor da sala.
Um par de olhos castanhos cor de mel chamaram minha atençao, no mesmo instante uma onda de calor percorreu por meu corpo me deixando sem reçao.
-Oi - disse Symon sorrindo.
Eu nao consegui dizer nada, estava completamente perdida em seu olhar.
-Posso falar com voce? - ele perguntou.
Eu assenti, sem ter muita certeza do que estava fazendo.
Symon começou a andar saindo de casa e indo para a entrada da frente, parando na escada.
Eu o segui.
-O que esta fazendo aqui? - eu finalmente consegui perguntar.
-Eu precisava te ver - disse ele.
-Symon eu te disse que...
Ele presionou seu dedo indicador sobre meus labios me interrompendo.
-Nao importa o que voce me disse, eu nao vou te perder de novo - murmurou
Eu ainda nao estava acreditando que aquilo estava acontecendo de verdade, era como se tudo aquilo que eu tinha dito antes a ele, tivesse sido apenas um sonho ruim, um pesadelo.
-Va embora! - eu pedi me virando pra entrar em casa novamente.
Ele segurou meu pulso me impedindo de ir adiante.
-Nao, eu nao vou embora - disse ele.
-Ta perdendo seu tempo aqui - murmurei puxando meu braço pra que ele o soltasse.
-Porque voce sempre faz isso? Porque voce sempre afasta as pessoas de voce desse jeito? - ele perguntou.
Aquilo foi o que bastou pra me irritar por completa.
Quem ele pensava que era pra falar daquele jeito comigo?
-Eu nao afasto ninguem... olha eu nao tenho que dar satisfaçao da minha vida pra voce. va embora! - falei.
-Voce faz isso a maioria das vezes, voce tem medo de mostrar o que realmente sente por alguem - disse ele, sua voz agora era nervosa.
-Va embora por favor - pedi, eu ja estava com raiva daquela conversa, meus olhos começaram a lacrimejar.
-Porque voce quer tanto que eu va embora? - ele quis saber.
Eu nao consegui segurar mais as lagrimas e elas começaram a escorrer por meu rosto.
-Porque eu te amo! - eu gritei esperando que ele parasse com aquilo - Porque toda vez que voce ta perto de mim é como se nao existisse mais ninguem, minhas pernas ficam bambas, minha respiraçao fica ofegante, quando voce sorrir meu coraçao dispara, voce é irresistivelmente lindo! - eu hesitei repirando fundo antes de continuar a falar - Voce me faz feliz, faz com que eu me sinta segura, pra mim nao importa o que voce é, eu vou te amar pra sempre - eu disse.
Quando terminei de falar, ele me olhou sorrindo e veio ate mim.
-Nao sabe quanto tempo eu esperei pra ouvir voce me dizer isso - ele sussurrou pegando meu rosto.
-Na verdade eu sei - eu brinquei.
Ele riu.
-Eu te amo - ele sussurrou.
Eu fiquei calada por uns segundos sem desviar o olhar de seu rosto.
Ele se aproximou mais de mim colcando a mao em minha cintura, e enfim seus labios tocaram os meus, seus labios eram tao macios como uma petala de rosa e seu beijo era tao doce quanto o mel.
Meu coraçao batia num ritmo completamente descompassado e o dele me acompanhava...
-Nossa - ele suspirou se afastando um pouco.
-O que foi? - perguntei.
-Seu coraçao ta batendo tao rapido quanto o meu - ele observou.
Eu assenti sorrindo.
Ele ficou serio de novo.
-Algum problema? - perguntei quebrando o silencio entre nós.
-Nao é nada - falou.
-Fale - pedi.
Ele respirou fundo e me olhou.
-Fica comigo, nao va embora de novo - disse ele repetindo as mesmas palavras da noite anterior.
-Sim - sussurrei - voce nao escutou o que eu disse? Pra mim nao importa o que voce é ou a distancia entre nós, eu vou te amar pra sempre.Ele sorriu e me beijou de novo, de um jeito mais delicado, porem nao menos intenso.
Eu nao sabia quanto tempo ia aguentar mais sem ve-la, sem saber como ela estava.
Pensei na conversa que tive com Jacob na noite anterior, e ele tinha razao de alguma forma, eu a amava mais do que tudo.
Eu sabia que nao ia aguentar ficar numa casa cheia de sanguessugas, mais por Isabell eu faria qualquer coisa.
Eu corri ate a casa deles o mais rapido que eu pude, meu coraçao parecia que ia saltar pela boca.
Bati na porta, Alice veio a a abriu.
-Ola - falei.
-Oi - disse ela, sua voz soava como sinos ao vento - Jacob nos contou tudo, entre, nós ja estamos saindo.
Eu entrei, e ela correu para um comodo que ficava no andar de cima, depois vi Isabell aparecer na sala e Alice tinha sumido, eu mal percebi ela passar por mim.
Ela estava confusa, olhando ao redor da sala e de repente seus olhos encontraram os meus.
-Oi - eu disse sorrindo.
Ela nao disse nada, o silencio entre nós parecia ser um pouco constrangedor.
-Posso falar com voce? - perguntei.
Ela assentiu.
Eu andei saindo da casa, meu nariz começava a arder, ela me seguiu.
-O que esta fazendo aqui? - ela quis saber.
-Eu precisava te ver - respondi.
-Symon eu te disse que...
Precionei meu dedo indicador sobre seus labios a interrompendo.
-Nao importa o que voce me disse, eu nao te perder de novo - murmurei.
Ela parecer ficar sem reaçao por uns instantes, depois respirou fundo e falou.
-Va embora! - ela disse se virando para entrar em casa novamente.
Eu nao esperava que ela disesse aquilo, mais nao ia embora ate que ela me ouvisse, seguirei seu pulso impedindo ela de ir adiante.
-Nao, eu nao vou embora - falei.
-Ta perdendo seu tempo aqui - ela falou puxando seu braço de volta, eu o soltei.
-Porque voce sempre faz isso? Porque voce sempre afasta as pessoas de voce desse jeito? - vociferei.
Ela me olhou com um pouco de raiva, eu nunca ela tinha visto assim.
-Eu nao afasto ninguem... olha, eu nao tenho que dar satisfaçao da minha vida pra voce. Va embora! - falou.
-Voce faz isso a maioria das vezes, voce tem medo de mostrar o que realmente sente por alguem - eu disse, eu começava a ficar nervoso.
-Va embora por favor - ela pediu.
Eu nao entendia porque ela queria que eu fosse embora.
-Porque voce quer tanto que eu va embora? - perguntei.
Os olhos dela lacrimejaram e algumas lagrimas escorreram por seu rosto.
-Porque eu te amo! - gritou, meu olhos se arregalaram no mesmo instante e eu nao consegui dizer nada - Porque toda vez que voce ta perto de mim é como se nao existisse mais ninguem, minhas pernas ficam bambas, minha respiraçao fica ofegante, quando voce sorrir meu coraçao dispara, voce é irresistivelmente lindo! - eu hesitei repirando fundo antes de continuar a falar - Voce me faz feliz, faz com que eu me sinta segura, pra mim nao importa o que voce é, eu vou te amar pra sempre - ela disse.
Uma alegria tomava conta de mim, eu estava sem reaçao.
Caminhei lentamente ate ela olhando em seus olhos.
-Nao sabe quanto tempo esperei pra ouvir voce me dizer isso - sussurrei segurando seu rosto em minhas maos.
-Na verdade eu sei - disse ela brincando.
Eu ri.
-Eu te amo - sussurrei.
Ela nao disse nada, apenas me olhou fixamente nos olhos.
Eu aproximei mais meu rosto do dela para que nossos labios se tocassem, sua respiraçao era ofegante, seu coraçao batia num ritmo que eu nao conseguia acompanhar, coloquei minha mao em sua cintura puxando-a mais pra perto de mim, seus labio eram tao macios quanto petalas de rosa...
-Nossa - falei me afastando pra respirar.
-O que foi? - ela qui saber.
-Seu coraçao ta batendo tao rapido quanto o meu - disse.
Ela assentiu sorrindo, eu fiquei sem dizer nada outra vez, um pouco pensativo.
-Algum problema? - ela perguntou quebrando o silencio que havia entra nós.
-Nao é nada - eu a tranquilizei.
-Fale - ela pediu.
Eu nao conseguia esconder nada dela, por mais que quisesse, entao falei o que estava pensando.
-Fica comigo, nao va embora de novo - pedi repetindo as mesmas palavras da noite anterior.
-Sim - sussurrou - voce nao escutou o que eu disse? Pra mim nao importa o que voce é ou a distancia entre nós, eu vou te amar pra sempre.
Eu sorriu e a beijei de novo, de um jeito apaixonado, porem nao menos intenso.



Narraçao Original Isabell

Nada nem ninguem podiam estragar minha felicidade naquele momento.
O sentimento que estava dentro de mim parecia que aumentava a cada segundo, a cada respiraçao que eu dava a cada batida de coraçao.
Com ele ali ao meu lado nada mais importava.
-Eu estou curioso - disse ele.
-Sobre?
-Eu queria te fazer algumas perguntas - murmurou.
-Ah, claro, claro, pergunte o que quiser - falei um pouco confusa.
o que ele queria saber sobre mim?
Ele pareceu hesitante antes de perguntar.
-Bom... - começou - Eu conversei com Edward no hospital e ...
-Voce conversou com Edward? - eu perguntei o interrompendo.
-Sim, mais nao foi nada importante - disse ele - Eu percebi que ele tem uma habilidade especial, e queria saber se todos voces tem - murmurou.
-Ah - eu respirei fundo antes de falar - Nao sao todos de nossa especie, Edward pode ler mentes, Alice ver o futuro, Jasper pode controlar as emoçoes das pessoas, Bella tem um escudo mental e minha mae pode se comunicar atraves da mente com apenas um toque - respondi.
-Hum... Voce tem alguma habilidade especial? - ele quis saber.
-Sim, mais eu nao gosto, nao é uma coisa que eu possa controlar - murmurei.
-Como assim? - ele perguntou.
-Eu, digamos que, posso mexer com o clima - falei.
-Explique por favor - pediu.
-É bem simples, minhas emoçoes estao ligadas, de alguma forma, a natureza, quando eu estou triste chove, quando estou com medo o tempo fica nublado, e quando estou feliz faz sol, mais claro que isso só acontece no lugar que eu estou. - expliquei.
-Nossa que maximo! - ele exclamou, depois ficou pensativo - Esta com medo agora? - ele perguntou olhando pra cima e depois pra mim.
Eu nao respondi.
-Esta com medo? - ele perguntou novamente.
Eu virei o rosto pra que ele nao visse a verdade em meus olhos.
-Porque? - ele quis saber.
Eu fiquei de pé virando de costas.
-Eu nao estou com medo - menti.
-Entao porque esta desse jeito?
-Eu, nao estou com medo, eu só... - hesitei.
-O que?
-Nao sabemos o quanto as coisas vao mudar daqui pra frente, eu nao quero que isso acabe, isso que eu to sentindo - sussurrei.
-Nao tenha medo, eu nao vou deixar que nada aconteça - ele me tranquilizou e me abraçou.
-Obrigada - falei.
Ele sorriu.
-Vem comigo? - perguntou.
-Pra onde?
-Quero te mostrar um lugar especial - disse ele.
-Que lugar é esse? - perguntei curiosa.
-Digamos que... é uma surpresa - murmurou.
-Symon eu...
-Sh! - ele precionou seu dedo sobre meus labios - Nao fala nada e vem comigo.
Eu assenti.

Ele me conduziu pela floresta escura, percorrendo por um caminho que eu desconhecia, mais que ele parecia conhecer muito bem.
Quando ele parou de andar percebi que estavamos rodeados por arvores, parecia um beco sem saida.
-Feche os olhos - ele pediu.
-Porque? - perguntei curiosa, eu queria saber aonde estavamos indo.
-Eu disse que era uma surpresa, feche os olhos - disse ele.
Eu fechei os olhos contra a minha vontade, ele pegou minha mao e me conduziu por entre as arvores.
Uma brisa suave tocou meu rosto trazendo consigo um cheiro leve e doce de tulipas.
-Abra os olhos - ele sussurrou em meu ouvido.
Eu abri os olhos um segundo depois.
O lugar em que nós estavamos era completamente magico. Parecia ser uma pequena campina, era lindo, tinha flores de todos os tipos, era incrivel a sensaçao de estar ali.
-Gostou? -perguntou ele me abraçando por tras.
-É maravilhoso - suspirei olhando ao redor de onde estavamos.
-Que bom que gostou - ele sorriu.
-Como voce descobriu esse lugar? - perguntei.
-Eu costumava vir aqui quando ficava nervoso... - ele hesitou.
-Ah - murmurei.
Ele pegou minha mao, andou comigo ate uma pequena arvore e sentou encostando nela, eu sentei também e encostei a cabeça em seu ombro.
-Eu estou curioso - disse ele.
-Curioso sobre o que? Eu ja te contei tudo - falei levantando a cabeça pra olhar seu rosto.
Ele balançou a cabeça.
-Voce me disse que era metade humana, metade vampira e metade lobo - ele falou.
-Sim, mais onde quer chegar com isso? - perguntei.
Ele hesitou antes de continuar respirando fundo.
-Eu eu quero saber como voce é na forma de lobo - ele explicou.
-Bom, eu sou como todos os outros, quatro patas, um nariz, uma boca... - falei brincando.
Ele riu.
-Eu sei como sao os lobos - murmurou ele - Mais eu quero saber como voce é - ele disse me olhando seriamente.
Eu suspirei.
Nao queria que ele me visse na forma de lobo, na verdade eu nao gostava de me transformar.
-Olha, vamos fazer assim, um dia eu te mostro, tudo bem? - sugeri.
Ele fez que 'nao' com a cabeça, depois ficou pensativo.
-Tudo bem - ele sorriu.
Nós ficamos em silencio por um tempo, só observando ao redor e pensando.
-Quantos anos voce realmente tem? e quantos anos voce tinha quando de transformou? - eu quis saber.
-Eu tenho 16 anos e foi com a mesma idade que aconteceu a minha primeira transformaçao - disse ele.
-Como foi pra voce... se transformar? - murmurei.
Ele respirou fundo antes de falar.
-Foi bem estranho pra mim, quando meu surto de crescimento começou a chamar a atençao das pessoas, Billy e Sam logo perceberam do que se tratava, eles ficavam me perguntando se eu estava bem toda vez que me viam, e eu nao entedia porque, quando a temperatura do meu corpo aumentou, todos ficaram 'assustados' porque eu podia me transformar a qualquer momento, entao Sam me disse tudo o que estava acontecendo, no mesmo dia eu fui pra casa e acabei brigando com meu pai, sai correndo de casa e nao deu mais pra controlar - disse ele.
-Nossa - sussurrei.
-E pra voce como foi? Quantos anos voce tinha? - ele quis saber.
-Eu tinha tres anos e foi diferente comigo, porque eu nao senti nada acontecer - falei.
Ele estava de olhos arregalados.
-Quantos anos voce tem agora? - perguntou.
-Seis - respondi baixando a cabeça.
-Seis anos? - ele falou arregalando ainda mais os olhos - Nao parece ter essa idade.
Eu assenti.
Ele nao mais disse nada.
-Minha idade realmente importa pra voce? - perguntei quebrando o silencio.- Porque depois que tudo o que aconteceu hoje, pra mim nao importa mais nada - falei.
-Tem razao - ele sorriu.
O crepusculo da tarde cobria o céu naquela hora formando o cenario perfeito, ele me beijou de um jeito carinhoso e apaixonado, mostrando pra mim que ele também nao se importava com mais nada naquele momento.








Lua Vermelha.

Capitulo 8

"Nem sempre se pode voltar atrás,
tem atos que deixarão marcas eternas.
Mas quando tudo parecia perdido,
Houve uma nova chance..."

Música

Eu voltei pra sala, quando ele me viu,a briu um sorriso lindo que me tirou o folego, ele estava de braços abertos, caminhei ate ele e o abracei fortemente esperando que aquele momento nao acabasse nunca.
-As roupas ficaram boas em voce - disse ele.
-Obrigada - senti meu rosto corar um pouco, ele riu.
-Voce quer comer alguma coisa? beber algo? - perguntou.
-Nao obrigada, eu nao sou muito de comer - falei - Na verdade eu queria te fazer uma pergunta.
-Pergunte o que quiser.
-Voce toca? quer dizer, voce toca violao? eu vi um em seu quarto... - hesitei.
Ele riu.
-Toco, mais faz muito tempo que eu nao mecho nele.
-Ah - foi só o que consegui falar, eu queria tanto ouvir ele tocar.
-Quer que eu toque pra voce? - perguntou.
-Ah, nao precisa eu...
-Eu toco pra voce - ele me interrompeu precionando os dedos em meus labios.
Sem dizer nada, ele foi ate o quarto pegar o instrumento, eu me sentei no sofá e esperei ele voltar.
Quando voltou, sentou-se ao meu lado e posicionou o violao nas maos.
-Desde quando voce toca? - perguntei curiosa.
-Desde que eu tinha dez anos, meu pai me encinou, mais eu nao toco muito bem - disse ele - E voce?
-E eu o que?
-Toca algum instrumento,ou canta? - ele quisa saber.
-Ah, bom... na minha familia tem muitos musicos, mais eu nao sou muito boa nisso, eu sei um pouco de piano, violao e guitarra - respondi.
Ele abriu um sorriso largo que fez meu coraçao disparar.
-Nossa! porque nao me disse?
-Voce nunca perguntou - dei de ombros.
Ele ficou serio de repente.
-Toca pra mim - pediu ele.
-Nem pensar! - falei.
-Porque?
-Porque, eu toco muito mal, e fico cheia de vergonha - murmurei.
Ele ficou sem dizer nada por uns segundos pensativo.
-Me promete uma coisa? - perguntou.
-Sim - falei, mais logo me arrependi de minha resposta.
-Promete que um dia vai tocar pra mim - pediu.
Era impossivel negar qualquer pedido dele aquela altura, mais eu tinha que tentar.
-Ah nao! qualquer coisa menos isso - disse.
-Por favor - ele insistiu.
Eu suspirei.
Nao tinha outro jeito a nao ser aceitar o seu pedido, mesmo sabendo que eu nao ia cumprir a promessa.
-Tudo bem, mais eu vou logo avisando se voce rir do meu jeito de tocar...
Ele sorriu.
-Eu nao vou rir - ele prometeu.
Ele me olhou sem dizer nada por uns segundos, depois começou a tocar.
A melodia começou de um jeito suave e triste num dedilhado simples.
Ele começou a cantar, sua voz era grave e doce ao mesmo tempo, ele cantava muito bem.
A letra da musica ela linda e tinha o arranjo perfeito.

Houve um tempo, não muito tempo atrás
Quando, mais uma vez, eu estava sozinho

Eu queria desistir de tudo, desistir de viver.

Mais voce surgiu na minha vida
e mudou ela completamente.
E hoje nao consigo mais viver sem voce.

Quem pode descrever o amor?
Ele é um sentimento que vem crescendo lentamente
 dentro da gente chegando sem avisar.
E quando voce percebe, ele vira eterno.?

Eu tinha varias perguntas em minha mente
Porque? Como? ...
Mais depois percebi que nao importava.
Que nao tinha respostas.

É voce que eu quero,
é por voce que meu coraçao bati feito um louco
quando encontra seus olhos.
E quando voce sorri,
eu sou invadido por uma alegria repentina
fazendo-me esquecer todo a nossa voltar.

Minha vida sem voce nao tem sentido
Eu te amo, diga que me ama também
e enfim nós seremos um.

Quando ele acabou de tocar, olhou pra mim estendendo a mao ate meu rosto, eu fechei os olhos ao sentir o toque quente de sua mao.
-Eu te amo - sussurrou ele.
Eu abri os olhos, seu rosto estava muito proximo ao meu.
Seus labios tocaram os meus de um jeito delicado e doce, como ele nunca tinha feito antes.
-Fica comigo - ele pediu - Nao vá embora de novo - ele sussurrou.
A dor que antes tinha cessado dentro de mim, agora tomou conta de todo meu ser.
Eu sabia que aquela hora ia chegar, por isso fiquei evitando ela o dia todo.
Symon me olhava em expectativa, esperando por uma resposta.
Meus olhos lacrimejaram.
-Eu nao posso - sussurrei.
-Porque? - ele perguntou.
-Porque...porque eu tenho medo, medo de te magoar outra vez.
-Eu nao me importo, mais por favor nao me deixe de novo – falei olhando fundo em meus olhos
As lagrimas começaram a escorrer por meu rosto.
-Eu... tenho que ir - falei.
Fiquei de pé e andei ate a porta abrindo-a, olhei pra tras e vi ele ainda sentado, seus olhos estavam vermelhos, eu queria voltar e abraça-lo forte dizer, que o amava, mais eu nao podia.
A chuva caia violentamente sobre nós naquela hora.
Eu estava feliz por ela esta ali comigo,mais a dor que Isabell sentia me dava angustia só olhar.
Eu nao podia deixar ela sozinha, mesmo ela dizendo que nao me queria por perto.
-Droga! Voce vai acabar ficando resfriada – falei ficando de pé, peguei sua mao e a levantei também, começando a andar.
-Pra onde voce ta me levando? - ela quis saber.
-Vem comigo – falei andando mais rapido, ela me acompanhou facilmente.


(...)



-Nao repare a bagunça – falei quando chegamos a minha casa.
Abri a porta e a puxei pra dentro.
-Voce mora aqui? - ela perguntou – Sozinho?
-Sim, mais nao sozinho, minha irmã mora comigo.
-E seus pais? - ela quis saber.
-Minha mae faleceu quando eu era criança e meu pai se mudou ha pouco tempo, ele disse que nao aguentava mais viver aqui com tantas lembranças dela – murmurei.
Ela ficou observando a sala por uns instantes, eu fui ate o quarto de minha irmã e peguei roupas secas para Isabell vestir, as dela estavam encharcadas.
Quando eu voltei a sala, ela estava com um porta-retrato na mao olhando uma foto.
-Quem é ela? - perguntou quando me viu.
A curiosidade transbordava em sua voz.
Será que ela estava com ciumes?
Sorri levemente com a ideia disso acontecer.
-Essa é minha irmã – respondi, uma expressao de alivio apareceu em seu rosto, ela pareceu corar um pouco – Tome – entreguei a ela as roupas.
-E onde ela esta agora? - ela disse pegando as roupas em minha mao.
-Foi visitar meu pai, chega na semana que vem.
-Hum... - ela hesitou – Onde eu posso trocar de roupa? - perguntou.
-O meu quarto fica a primeira porta a esquerda no corredor – apontei a direçao que ela devia seguir.
Ela assentiu e entrou no quarto.
Te-la ali comigo me causava uma sensaçao maravilhosa, mesmo ela sofrendo tanto, aquilo era tudo que eu mais queria, ve-la mais uma vez.
Ela saiu do quarto e veio caminhando ate mim, meus labios se curvaram num sorriso ao encontrar seus olhos, eu abri os braços para recebe-la, ela veio e me abraçou fortemente.
-As roupas ficaram boas em voce – eu elogiei tentando fazer ela falar alguma coisa.
-Obrigada – murmurou ela, as maçãs em seu rosto coraram, eu ri.
-Voce quer comer alguma coisa? beber algo? - perguntei
-Nao obrigada, nao sou muito de comer – disse – Na verdade eu queria te perguntar uma coisa – hesitou.
-Pergunte o que quiser – falei, curioso pra saber o que ela queria.
-Voce toca? Quer dizer, voce toca violão? Eu vi um no seu quarto... - ela perguntou curiosa.
Eu ri.
-Toco, mais faz muito tempo que eu nao mecho nele – murmurei, a ultima vez que eu tinha tocado, foi quando ela foi embora.
-Ah...
-Quer que eu toque? - perguntei.
-Ah, nao precisa...
-Eu toco pra voce – eu a interrompi presionando meu dedo em seus labios.
Fui ate meu quarto, peguei o violão e voltei pra sala, ela estava sentada no sofá, eu me sentei ao seu lado.
-Desde quando voce toca? - ela quis saber.
-Desde que eu tinha dez anos, meu pai me ensinou, mais eu nao toco muito bem – falei e era verdade, eu nunca fui um bom musico. - E voce?
-E eu o que?
-Toca algum instrumento, ou canta...? - perguntei curioso.
-Ah, bom, na minha familia tem muitos musicos, mais eu nao sou muito boa nisso, eu sei um pouco de piano, violão e guitarra – respondeu.
Eu sorri por ela ter tantas habilidades musicais.
-Nossa!, porque nao me disse?
-Voce nunca perguntou – ela deu de ombros.
-Toca pra mim – pedi.
Ela arregalou os olhos.
-Nem pensar!
-Porque?
-Porque eu toco muito mal, e fico cheia de vergonha – ela disse.
Pensei durante uns segundos.
-Me promete uma coisa? - perguntei.
-Sim – sua resposta foi imediata.
-Promete que um dia voce vai tocar pra mim – pedi.
-Ah nao! Qualquer coisa menos isso...
-Por favor – sussurrei.
Ela ficou pensativa por uns segundos.
-Tudo bem – suspirou – Mais eu vou logo avisando, se voce rir do meu jeito de tocar...
Eu ri do seu jeito de falar.
-Eu nao vou rir – prometi.
Fiquei sem dizer nada durante uns segundos, pensando se tocava ou nao a musica que tinha feito pra ela quando foi embora.
Eu comecei a tocar, ela quando prestou atençao na letra viu do que a musica se tratava e a expressao em seu rosto ficou um pouco triste.

Houve um tempo, não muito tempo atrás
Quando, mais uma vez, eu estava sozinho

Eu queria desistir de tudo, desistir de viver.

Mais voce surgiu na minha vida
e mudou ela completamente.
E hoje nao consigo mais viver sem voce.

Quem pode descrever o amor?
Ele é um sentimento que vem crescendo lentamente
 dentro da gente chegando sem avisar.
E quando voce percebe, ele vira eterno.?

Eu tinha varias perguntas em minha mente
Porque? Como? ...
Mais depois percebi que nao importava.
Que nao tinha respostas.

É voce que eu quero,
é por voce que meu coraçao bati feito um louco
quando encontra seus olhos.
E quando voce sorri,
eu sou invadido por uma alegria repentina
fazendo-me esquecer todo a nossa voltar.

Minha vida sem voce nao tem sentido
Eu te amo, diga que me ama também
e enfim nós seremos um.

Quando eu acabei de tocar, ela nao disse nada.
Toquei em seu rosto e ela fechou os olhos.
-Eu te amo – sussurrei.
Aproximei um pouco mais dela.
Ela abriu os olhos.
Nossos labios se tocaram de um jeito delicado, ela pareceu estar muito triste, e aquele pareceu ser um beijo de despedida.
-Fica comigo – pedi – Nao vá embora de novo
“Nao me deixe novamente, eu nao suportaria a dor de te perder” - pensei
Seus olhos se encheram de lagrimas.
-Eu nao posso – ela sussurrou.
Ela nao podia estar falando a verdade.
-Porque? - perguntei.
-Porque... porque eu to com medo, medo de te magoar outra vez.
-Eu nao me importo, mais por favor nao me deixe de novo – falei olhando em seus olhos mostrando toda a verdade em minhas palavras.
-Eu tenho que ir – ela falou ficando de pé e indo em direçao a porta.
Um buraco paraceu abrir debaixo de meus pés e eu estava caindo numa escuridao sem fim.



Narraçao Original Isabell

Eu sai correndo pela escuridão da noite sem prestar atençao pra onde estava indo, só percebi quando tinha chegado em casa.
-Isabell o que aconteceu com voce? Voce sumiu o dia todo, e que roupas sao essas? - disse minha mae quando eu entrei em casa.
-Nao aconteceu nada, me deixa em paz, eu quero ficar sozinha - falei subindo as escadas e indo direto para o meu quarto, batendo a porta atras de mim.
Eu nao podia ter feito aquilo com Symon, nao tinha o direito de magoa-lo.
Eu tinha que ter ido embora quando tive a chance
Porque amar doia tanto?
Billy tinha dito a mim: "Seja feliz".
Mais como eu ia ser feliz se eu tinha medo?
Aquelas eram perguntas que eu nao sabia responder.
Alguem bateu na porta do meu quarto.
-Vá embora! Eu quero ficar sozinha! - gritei.
-Eu nao vou sair daqui enquanto nao falar com voce - disse, reconheci a voz imediatamente, era meu pai.
Eu suspirei, ele nao ia desistir enquanto nao falasse comigo. Levantei-me da cama e fui abrir a porta.
-Fale logo e vá embora - falei me sentando na cama.
Ele entrou no quarto e fechou a porta para que nós tivessemos privacidade.
-O que aconteceu com voce? - perguntou ele.
-Nada - respondi de imediato.
-Bom, ja que voce nao quer me contar o que aconteceu, eu vou respeitar, mais eu quero que saiba que se trancar dentro do quarto impedindo que qualquer um te ajude, nao vai resolver nada - disse ele.
Ele se levantou e caminhou em direçao a porta.
Eu nao conseguia mais guardar aquilo dentro de mim, eu precisava desabafar com alguem.
-Pai - eu o chamei, minha voz estava um pouco rouca de tanto ter chorado, ele se virou e veio de novo ate mim se sentando na ponta da cama.
-Porque amar doi tanto? - perguntei, as lagrimas voltaram a escorrer por meu rosto.
Ele me abraçou forte, e nao disse nada por uns segundos deixando que eu botasse pra fora tudo que estava me fazendo mal.
Quando as lagrimas cessaram, ele disse:
-Amar nao é uma coisa facil mesmo, tenho que concordar com voce - falou.
-Como é? - perguntei confusa me desprendendo um pouco de seu abraço para olhar seu rosto.
-Eu ja sofri muito antes que sua mae aparesesse em minha vida, sei como voce esta sentindo agora.
Eu ficava mais confusa a cada vez que ele falava.
-Mais pai eu...
-Edward me contou o que estava acontecendo com voce, ele me contou porque voce quis ir embora de Forks - ele me interrompeu.
-Eu... tinha que ter contado antes o que estava acontecendo, mais eu sabia qual ia ser sua reaçao, me desculpe - murmurei.
-Eu nao estou chateado com voce.
-Nao? - perguntei surpresa.
-Nao, eu ja sabia que isso um dia ia acontecer,só nao sabia que ia ser tao cedo, mais eu quero acima de qualquer coisa, que voce seja feliz, nao importa quem voce escolher - disse.
Caramba, por um momento eu pensei que ele fosse outra pessoa, eu nunca ouvira meu pai falar assim antes, parecia ate o Edward.
-Obrigada - eu o abracei de novo, dessa vez eu estava mais calma.
-Esta melhor agora? - ele quis saber.
-Sim, pai eu prometo que nunca mais vou esconder nada, nem de voce, nem da mamae - falei.
-Claro, claro, sem problemas - murmurou.
-Mais pena que agora ja é tarde demais - sussurrei bem baixo que pra que nao ouvisse, mais nao adiantou muito.
-Porque? Voces...
-Eu disse a ele que nós nao podiamos ficar juntos.
-E porque fez voce fez isso? Eu pensei que gostasse dele - ele murmurou.
-E eu gosto, ate demais, mais eu tenho medo de magoa-lo ainda mais, eu nao sei quando eu vou sofrer o imprinting por alguem - disse.
Ele riu um pouco.
-Voce nao pode ter o imrpinting - falou.
-Nao? - perguntei confusa.
-Nao, parece que seus genes de vampiro falam mais alto que os de lobo - ele brincou.
Aquela noticia era otima, a muito eu queria saber dela.
Mais como eu podia ficar feliz quando ja tinha estragado tudo?
Eu ia ter que conviver com isso.
-Esta tudo bem? - ele perguntou.
-Sim, eu só preciso pensar um pouco - sussurrei.
-Ta bom, eu vou te deixar sozinha, mais pense no que eu te falei, seja feliz - ele deu um beijo no alto de minha testa e saiu do quarto.
Realmente eu tinha muita coisa pra pensar, mais eu nao queria fazer isso naquela hora.
Encostei minha cabeça no travesseiro deixei o sono tomasse conta de mim.
Eu queria que as coisas fossem diferentes...

Narraçao Jacob

Aquela conversa nao foi nada facil pra mim, Isabell estava sofrendo muito e eu nao suportava ver ela assim.
Foi como se eu tivesse voltado no tempo e visto todo sofrimento que causei a Renesmee quando eu a abandonei pra voltar a La Push.
Quando ela mais precisava de mim, nós tinhamos acabado de assumir o namoro, ela estava muito feliz...
A lembrança daquele dia ainda estava nitida em minha mente, era impossivel esquece-la.
E agora, minha filha estava sofrendo porque ela estava com medo de magoar alguem, parecia que a estoria toda estava se repetindo de novo.
Eu sabia o que tinha que fazer pra que aquilo nao durasse nem mais um minuto.
Voltei pra sala onde os outros estavam, Nessie estava curiosa pra saber como tinha sido minha conversa com Isabell, eu fiquei surpreso por Edward nao ter contado nada a ela.
-Esta tudo bem meu amor - falei a tranquilizando.
-Tem certeza Jake? - perguntou Bella - ela parecia tao triste quando chegou.
-O amor tem razoes que ate a propria razao desconhece - respondi dando de ombros sem saber de onde eu tinha tirado aquela frase - Sim esta tudo bem, fique tranquila.
-E como ela esta agora? - perguntou Alice.
-Esta bem, ainda esta um pouco triste, mais ela vai ficar melhor amanha quando acordar - murmurei, assim eu esperava.
-Eu ia falar com ela, mais ela ja deve estar dormindo...
Eu assentiu.
-Nessie, eu ter que ir ate La Push - falei.
-Mais Jake, ja esta tarde - disse ela.
-Eu sei, mais preciso falar com Seth, tenho que saber como andam as coisas pela reserva agora que nós voltamos - eu disse pousando um beijo em sua testa - Eu nao vou demorar, vá pra cabana e me espere la.
Ela suspirou.
-Tudo bem, eu vou ficar te esperando - ela disse.
Eu sai da casa mais logo senti que estava sendo seguido.
-Jacob - Edward me chamou.
Eu me virei para olha-lo
-Tome cuidado na hora de falar, se mantenha calmo - pediu.
-Claro, claro.
Eu me lembrei que se nao fosse por ele, eu talvez nao soubesse o que estava acontecendo.
"Obrigado Edward" agradeci.
Ele assentiu sorrindo.
Corri para o meio das arvores e deixei o lobo que estava preso dentro de mim a dias, se libertar.
A sensaçao que eu sentia toda vez que me tranformava, era magica, era como se eu pudesse voar, meus pés pareciam que estavam flutuando a cada passada que eu dava.
Quando eu estava chegando aos arredores de La Push senti duas mentes entrarem em minha cabeça.
"Jake é voce?" perguntou a voz de Embry.
"Sou eu sim, Embry" respondi.
"E ai Jake! Como é que estao as coisas?" perguntou Seth.
"Estao melhorando" falei.
"Que bom. E como a Isabell esta reagindo?" perguntou Embry.
" Foi isso que eu vim resolver aqui" murmurei.
"Como assim?" Seth pareceu confuso.
"Logo logo voces saberam. Symon saiu de casa hoje?" perguntei.
"Acho que nao, eu nao senti ele se tranformar" respondeu Embry.
"Nem eu" disse Seth.
"Valeu, eu falo com voces depois" disse, eu ja estava parado perto da casa de Symon quando eles falaram, me transformei de volta, fui ate a porta da casa dele e bati, depois de alguns segundos ele abriu a porta.
-Jacob? - Symon disse surpreso ao me ver.
-Olá - disse.- Posso falar com voce um minuto?
-Ah - ele hesitou confuso - Pode, entre
Ele abriu passagem na porta para que eu entrasse.
-Fique a vontade - murmurou.
Eu me sentei, ele se sentou no outro sofá de frente pra mim.
Aquela seria uma conversa longa e dificil pra mim e eu nao sabia por onde começar.

Narraçao Symon

Eu nao esperava que Jacob fosse aparecer a minha casa aquela hora.
O susto fio grande, eu ate pensei que tivesse acontecido alguma coisa com Isabell, mais no entanto... ele só estava ali pra conversar, ou era o que eu imaginava.
-Olá - disse ele - Posso falar com voce? - ele perguntou.
-Ah - eu fiquei confuso. O que ele podia querer comigo? - Pode, entre.
Eu me afastei um pouco da porta pra que ele entrasse.
-Fique a vontade - falei.
Ele seguiu e se sentou no sofá.
-Eu vou ser breve - ele começou a falar.
Eu assenti.
-Claro, pode falar - murmurei.
-Symon, eu conversei com Isabell mais cedo, ela esta muito triste. - falou ele.
-Entao voce ja sabe de tudo? - perguntei.
-Sim.
-Entao também sabe que ela nao quer nada comigo, e que foi perda de tempo voce vir ate aqui - falei.
Ele balançou a cabeça.
-Será que eu posso terminar de falar? - perguntou.
Eu assenti.
-Eu nunca faria isso que eu vou pedir a voce agora, nao me importa o que voce é, mais eu nao aguento mais ver minha filha sofrer, e voce é a unica pessoa que pode fazer com que ela volte a sorrir. Eu nunca gostei muito de voce, e voce sabe disso, mais nao é como um homem que eu te peço isso, e sim como pai. - murmurou.
Caramba, eu nunca imaginei que um dia isso pudesse acontecer.
-Jacob eu...
-Symon - ele me interrompeu - Voce gosta dela de verdade? - perguntou.
Eu nao disse nada durante uns segundos.
-Sinceramente?
Ele assentiu
-Eu a amo, como nunca amei nenhuma outra, nem quando eu tive imprinting, eu a amo com todas as forças do meu ser, amo tanto que esse sentimento chega a doer dentro de mim - falei.
Um alivio repentino me invadiu, era bom pra mim dizer tudo o que eu sentia.
-É bom saber disso, ela te ama também, ate demais tenho que admitir - disse ele.
-Mais agora ja é tarde, ela nao quer mais me ver - falei.
-Como nao? - perguntou ele.
-Um pouco mais cedo, antes de ela ir pra casa, eu a trouxe aqui, e pedi pra que ela nao fosse embora, pedi pra que ela me deixasse outra vez, e ela disse que nao podia porque tinah medo e depois disso saiu correndo - respondi.
Ele riu.
-O que é engraçado?
-Nao há nada engraçado; eu posso te pedir um favor? - perguntou
Eu não tinha motivos pra negar nada a ele depois daquela conversa, entao fiz que “sim” com a cabeça, entao ele continuou:
-Amanha, va conversar com ela – pediu ele.
-Jacob – hesitei -  eu não sei se posso me controlar numa casa cheia de... - não completei a frase.
-Eu sei, foi dificil pra mim no começo, mais depois eu me acostumei e hoje nós nos tornamos grandes amigos – ele disse – Confie em mim, va ate la amanha e converse com ela.
Não seria nada facil eu ficar numa casa cheia de sanguessugas, seria muito arriscado, só de lembrar do cheiro deles, o meu nariz ardia.
Eu suspirei.
-Tudo bem, eu vou tentar – murmurei.
-Obrigado – disse – Eu tenho que ir agora.
-Ah, claro, vou te levar ate a porta – falei me levantando e indo em direçao a porta, ele me seguiu.
-Pense no que eu te falei, eu não teria vindo aqui se não fosse importante – disse ele.
Eu assenti.
Ele se virou e começou a correr para o meio das arvores, eu entrei de novo em casa e fechei a porta.
Caramba, que conversa estranha, eu nunca imaginei que um dia ele pudesse fazer isso.
Eu ia pensar naquilo tudo que ele tinha dito, mais não sabia como ia conseguir ficar numa casa cheia de vampiros.